Revista ACISM - Edição N.º 24 de Maio de 2012

Destaque do Presidente da Direcção da ACISM na Edição n.º 24 da revista e publicação integral.

Damos a conhecer a revista da ACISM, edição N.º 24 de Maio de 2012.

DESTAQUE: ENTREVISTA DO PRESIDENTE DA DIRECÇÃO DA ACISM


ACISM: Qual o balanço que faz destes dois anos de mandato?

Carlos Santos (CS):
Foi um período de reestruturação interna. Ao nível dos Recursos Humanos, a ACISM tinha o seu quadro de pessoal com excesso de Recursos que, quer por inadaptação às actuais exigências técnicas e tecnológicas, quer por serem demasiado onerosos face ao desempenho das respectivas funções, representava uma estrutura demasiado “pesada” e pouco flexível.
Ao nível das tecnologias de informação e comunicação também se fez algumas alterações, algo que nos permite obter informação para a gestão quase em tempo real.


ACISM: Um dos grandes problemas da ACISM, senão o maior, era a situação da propriedade da Sede. Sabemos que está resolvido…

CS: Sim, era uma espécie de “espada” que pendia sobre nós, não permitindo fazer planeamento a médio e longo prazo, condição que acabava por ser angustiante para esta direcção, tal como tinha sido para as direcções anteriores.
Conseguimos chegar a acordo com a comissão de credores da empresa insolvente, empresa essa que detinha oficialmente a propriedade do imóvel. Este último tornou-se efectivamente nosso em Maio de 2011.


ACISM: A actual conjuntura económica tem afectado a ACISM?

CS: Eu não lhe chamaria “conjuntura” mas sim estrutura, já que todos temos que nos convencer que as mudanças a nível económico e social vieram para ficar.
A ACISM, como qualquer instituição que vive das suas receitas, que são basicamente as quotas dos seus associados, tem as suas dificuldades e tenta ultrapassá-las com o máximo de rigor na gestão, tanto mais que temos assistido a uma diminuição do número de associados, essencialmente por motivos de cessação de actividades e encerramento de estabelecimentos. De salientar que o valor da quota (€ 6,00 por mês) se mantém inalterado há anos e não o pretendemos aumentar, tendo em conta as dificuldades dos associados.
Temos sentido também uma maior procura dos nossos serviços de consultoria jurídica, consequência de uma maior conflitualidade laboral e comercial, situação que, para nossa satisfação, vamos conseguindo dar resposta apesar das dificuldades que referi.


ACISM: Como encara o próximo ano de mandato?

CS: Com bastante confiança! Pode parecer estranha esta afirmação, mas baseia-se essencialmente na motivação que eu e os meus colegas de direcção sentimos para mudar o conceito que muita gente, instituições e até associados têm da ACISM. Esta associação tem prestado inúmeros serviços e tem sido muito útil aos seus associados ao longo dos seus 70 anos de vida. No entanto, temos consciência que não se tem conseguido passar essa ideia, faltando alguma aproximação aos associados. Mas isso será ultrapassado neste último ano de mandato.


ACISM: De que forma?

CS: Já começámos a introduzir novos serviços aos associados, nomeadamente a gratuitidade da consultoria, realizámos em Março o primeiro Workshop, destinado a esclarecer os associados sobre a obrigação de facturação informatizada, e pretendemos que este tipo de sessões de esclarecimento/formação sejam regulares.
Vamos também tentar dinamizar o comércio de proximidade, o chamado comércio tradicional, fazendo-o para que todos os associados possam beneficiar desta iniciativa, criando sinergias entre eles. Mas isso será divulgado muito em breve.
A ACISM tem igualmente por objectivo a realização de eventos, de preferência em cooperação com outros parceiros, pois pensamos que só assim se consegue “desviar” os consumidores das grandes superfícies e atraí-los para o comércio local.


ACISM: Como perspectiva a economia do concelho de Mafra nos próximos anos?

CS: O nosso concelho tem características geográficas, históricas e sociais que nos permitem ter esperança no seu desenvolvimento. Temos excelentes acessos que permitem que o turismo se desenvolva, tendo por base três vectores basilares:
- O mar, aproveitando os seus recursos desportivos e gastronómicos;
- A natureza e o campo, com a Tapada Real e dando ênfase ao potencial agrícola que possuímos também;
- A história, através do Palácio Nacional de Mafra, como o nosso principal ícone nesta matéria.
São estes, quanto a mim, os nossos principais recursos. Termos que pôr mãos à obra, unirmo-nos e explorá-los.


ACISM: Quer fazer algum apelo aos associados ou deixar alguma ideia?

CS: Gostaria, acima de tudo, de dizer às empresas do concelho que ainda não são nossas associadas, por diversas razões, que mesmo que entendam que não precisam da ACISM, se façam associadas. Isto porque, contribuindo com uma quota de reduzido valor, ajudam outras empresas a subsistirem. É uma atitude de solidariedade, tanto mais que até é considerado como Benefício Fiscal em 50%, potenciando, assim, o mercado local.
Aos associados que pretendem desistir dessa qualidade, dizer que não o façam porque podem, a qualquer momento, vir a precisar dos nossos serviços tendencialmente gratuitos.


Pode consultar a revista na integra, abrindo o documento seguinte.

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